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Categoria: Educação

  • MEC Enem reúne recursos gratuitos para a reta final de preparação

    MEC Enem reúne recursos gratuitos para a reta final de preparação

    O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, incentivou nesta quarta-feira (4) os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 a usarem o aplicativo gratuito MEC Enem nesta reta final de preparação. As provas serão aplicadas nos próximos domingos, dias 8 e 15 de novembro.

    “Baixe o MEC Enem para ter os simulados. Você consegue fazer uma redação, e o texto é corrigido por uma inteligência artificial que vai te dizer os caminhos onde você tem que melhorar”, diz Barchini.

    O ministro lembra que, antes do MEC Enem, o mercado dispunha de vários aplicativos pagos, mas que o governo federal democratizou o acesso a este tipo de ferramenta. “Nós desenvolvemos dentro do Ministério da Educação um aplicativo fantástico e gratuito.”

    Barchini concedeu entrevista nesta quarta-feira (4) ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro abordou a implantação do Pé-de-Meia Universitário em 2027, para estudantes do ensino superior cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).​​

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    O programa Bom dia, Ministro, recebe o ministro da Educação, Leonardo Barchin Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    MEC Enem

    A ferramenta gratuita reúne simulados, milhares de exercícios, aulas de reforço, prática de redação, mais de 300 videoaulas e trilhas de estudo conforme o nível de complexidade desejado.

    Os conteúdos são organizados de acordo com a matriz de referência do Enem, descrita no Edital de 2026, e o app também inclui um assistente virtual para tirar dúvidas sobre qualquer matéria da prova.

    O aplicativo informa notas, emite certificados e ajuda o candidato a acompanhar o próprio desempenho e evolução.

    Na prática, o aplicativo permite ao candidato desenvolver as seguintes atividades, dias antes do Enem.

    • revisar conteúdos;
    • testar em simulados as quatro áreas de conhecimento do Enem (linguagens, ciências humanas, matemática e ciências da natureza);
    • resolver questões reais de provas de edições anteriores do exame, com tempo cronometrado, como se fosse no dia da prova;
    • treinar a redação de textos;
    • montar plano de estudos conforme o próprio ritmo;
    • reforçar conteúdos de questões que errou nos simulados ou que ainda geram dúvidas.

    Treino de redação

    Na seção específica de redação, o estudante pode exercitar a escrita de texto dissertativo-argumentativo em prosa.

    O internauta receberá um tema baseado em propostas de edições anteriores. O MEC garante que os temas são diversos e atuais. A proposta temática virá acompanhada de textos motivadores, como ocorre na aplicação real do Enem.

    Os interessados devem escrever o texto à mão, como se fosse na hora da prova.

    A pasta explica que o procedimento a seguir é fotografar a folha onde foi redigida a redação. Na próxima etapa, a plataforma fará a transcrição automática e permitirá que o estudante confira e edite o texto.

    Em seguida, o sistema do MEC envia a produção do candidato para correção.

    A inteligência artificial do aplicativo corrige o texto, devolve um gabarito com sugestões e, por fim, apresenta a pontuação estimada em até 60 segundos, “menor tempo de correção do mercado”, diz o MEC.

    Como acessar o app

    O MEC Enem pode ser usado por todos os candidatos, incluindo os que concluíram o ensino médio, participantes de cursinhos populares e estudantes do ensino médio público beneficiários do programa Pé-de-Meia do MEC.

    Para fazer uso, basta baixar o aplicativo em dispositivos móveis (smartphones e tablets) ou acessar o site MEC Enem, com login e senha da conta do portal Gov.br.

    >> MEC Enem para Android

    >> MEC Enem para iPhone

    O MEC Enem já tem 1,1 milhão de estudantes cadastrados. Até outubro, o MEC contabilizou que mais de 31 milhões de questões respondidas e mais de 1,2 milhão simulados realizados dentro da plataforma.

    Fonte: Agência Brasil (Daniella Almeida – repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Pé-de-Meia Universitário deve começar em 2027 para aluno do CadÚnico

    Pé-de-Meia Universitário deve começar em 2027 para aluno do CadÚnico

    O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, disse, nesta quarta-feira (4), que o Pé-de-Meia Universitário tem a implementação prevista para 2027. A nova etapa do programa será focada na permanência de estudantes do ensino superior cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e na conclusão de curso de graduação nas universidades públicas.

    A confirmação ocorreu no programa Bom Dia, Ministro, produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), desta quarta-feira (4) .

    A ampliação do programa de incentivo aos estudantes universitários de baixa renda foi prometida pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral de reeleição.

    De acordo com o ministro da Educação, a expansão chega para atender a mudança no perfil acadêmico dos estudantes das universidades federais nos últimos 20 anos. Se antes, dois terços vinham da rede privada, atualmente, dois terços são estudantes de escolas públicas.

    Para o ministro, a garantia de acesso ao ensino superior público, agora, exige o acompanhamento de políticas de permanência nos cursos.

    “Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil.”

    Após quatro anos de análises, o MEC está na fase final do desenho do Pé-de-Meia Universitário. O ministro confirmou que o programa terá a seguinte estrutura financeira prevista, a partir de 2027:

    • bolsa: R$ 700 por mês, concedida durante 10 meses ao longo do ano letivo;
    • poupança mensal: R$ 250 por mês, durante 10 meses, retidos em poupança;
    • resgate final: o universitário poderá sacar R$ 10 mil (mais correção inflacionária) ao concluir, em quatro anos, a graduação, para iniciar a vida profissional.

    “A contrapartida também vai ser permanecer na universidade, concluir o curso de uma forma integral, no tempo certo, para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país”, explica Leonardo Barchini.

    Universalização do Pé-de-Meia

    Durante o programa, o ministro anunciou também que, a partir de 2027, o programa Pé-de-Meia na versão escolar será ampliado para todos os estudantes do ensino médio público brasileiro.

    “Já iniciamos todos os estudos necessários para saber como implementar isso. Esperamos concluí-lo em 30 dias e [o Pé-de-Meia] será implementado a partir do de março do ano que vem, quando começam as aulas da rede pública”, estima o ministro.

    Atualmente, têm direito ao benefício os alunos matriculados no ensino médio público que integram famílias inscritas no CadÚnico.

    Barchini explica que a universalização do Pé-de-Meia irá corrigir injustiças.

    “Em uma sala de aula, às vezes, 20 estudantes recebem [o Pé-de-Meia], quatro a cinco não recebem. Isso gerava uma competição adversa nesses estudantes e uma situação de iniquidade. Por determinação do presidente, nós estamos estudando as formas de implementação, mas esse benefício será universalizado”, garantiu.

    O ministro da Educação ainda detalhou os avanços obtidos pelo Pé-de-Meia, chamado de poupança do ensino médio, entre eles que diminuiu o abandono escolar no ensino médio público brasileiro em 61%, entre 2022 e 2025. A reprovação caiu 62%, no mesmo período e a distorção idade-série, que é o atraso escolar, caiu 28%.

    Pé-de-Meia escolar

    O programa de incentivo financeiro-educacional na versão escolar foi criado em 2024 para combater a evasão escolar e garantir que mais jovens permaneçam na escola básica e concluam o ensino médio.

    O Pé-de-Meia do ensino médio pode pagar até R$ 9,2 mil, no total, para cada beneficiário que cumprir todos os critérios de frequência e conclusão dos anos eletivos desta etapa escolar.

    Ao todo, o programa recebeu investimentos federais de R$ 24 bilhões para beneficiar, entre 2024 e 2026, cerca de 7,4 milhões de estudantes de baixa renda do ensino médio público.

    Fonte: Agência Brasil (Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Enem 2026: MEC garante segurança da prova e mantém regras da redação

    Enem 2026: MEC garante segurança da prova e mantém regras da redação

    O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, garantiu, nesta quarta-feira (4), a segurança e lisura da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos dois domingos, dias 8 e 15 de novembro para mais de 5,05 milhões de pessoas inscritas confirmadas.

    A declaração aborda o episódio de 2025 em que houve a circulação, nas redes sociais, de itens semelhantes às questões da última edição do Enem. À época, o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmaram que não houve vazamento oficial da prova pelo influenciador investigado. Para este ano, o Inep reformulou o protocolo da pré-testagem das questões do exame.

    “Como é uma prova com Teoria de Resposta ao Item [TRI], a gente tem que pré-testar a questão para saber seu grau de dificuldade. O Inep fez esses pré-testes de outra maneira, alterou completamente esse protocolo. Há [ainda] o protocolo de confidencialidade e o Inep tem as suas estratégias. Nem o ministro fica sabendo como testam. É bom eu nem saber e ninguém saber”, avaliou o ministro da Educação.

    De acordo com Leonardo Barchini, a coincidência entre abordagens é comum em exames em larga escala no mundo todo, dada a limitação de formatos para cobrar determinados temas.

    As declarações de Leonardo Barchini foram dadas durante o programa ‘Bom Dia, Ministro’, produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Sobre a divulgação do conteúdo sob suspeita, a Polícia Federal foi acionada para apurar a conduta dos envolvidos.

    O ministro também destacou que a análise dos resultados da edição anterior indicou que a circulação de itens parecidos não gerou discrepâncias ou notas fora da curva que comprometessem o certame.

    Nada muda na redação

    O ministro da Educação também reforçou que a estrutura e os critérios da redação não sofreram alterações em relação ao modelo tradicional para tranquilizar os participantes.

    Leonardo Barchini confirmou que as alterações estão em estudo pela pasta e somente devem ser implementadas em dois anos.

    “Não houve mudanças com relação à redação. A gente está discutindo mudanças que serão aplicadas só a partir de 2028. Os estudantes devem ficar tranquilos que esse ano a prova vai ser muito semelhante à prova do ano anterior, com a mesma estrutura da prova. A gente, sim, vai modernizar o Enem, mas isso é um debate para 2028.”

    Enem e o Saeb

    A partir de 2026, o Enem integra oficialmente o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para medir a qualidade do ensino médio no Brasil.

    O ministro da Educação considera que a inclusão desta função ao Enem irá gerar um diagnóstico mais completo e fidedigno das redes de educação de todo o país do que a Prova Brasil, realizada até o ano passado em todas as escolas das públicas brasileiras no terceiro ano do ensino médio, também no mês de novembro. “Com o Enem, vamos estar em ambiente controlado.

    [O participante] tem o estímulo para fazer a prova, porque o Enem serve também para ingresso na universidade. Os estudantes vão fazer a prova para valer mesmo e nós vamos avaliar.”

    Além de português e matemática que era avaliado na Prova Brasil, o MEC irá analisar os desempenhos nas demais disciplinas, como história, geografia, filosofia, sociologia, química, física e biologia. “Teremos um diagnóstico muito melhor, muito mais fidedigno da educação básica brasileira.

    O Enem 2026 vai funcionar como um teste experimental de avaliação global da educação básica, antes de se tornar obrigatório no ano seguinte.

    A meta de participação dos concluintes da rede pública subiu de 55% (ano anterior) para 70% este ano, visando atingir 80% no próximo ano. “Eventualmente, se tiver alguma escola que não atingiu, nós vamos tratar esses casos especificamente, mas no geral há uma confiança muito grande que a gente chegue nos 70% de frequência mínima no Exame Nacional de Ensino Médio”, estima o ministro.

    O Enem continua sendo o principal método de acesso ao ensino superior – via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

    Locais de provas e transporte

    O ministro confirmou que o MEC está em articulação com as secretarias municipais de educação e com prefeituras para disponibilizar o transporte público adequado nos domingos de aplicação das provas.

    No entanto, a estimativa do MEC é que cerca de 80% dos concluintes da rede pública realizem o Enem na mesma escola em que estudam ou muito perto da residência, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos.

    Além do apoio logístico de transporte, o ministro orienta o acesso com antecedência à Página do Participante do Enem ,no site do Inep.

    Para aqueles que não irão fazer o Enem bem perto da sua casa, sugiro que acesse a Página do Participante, veja seu local de prova, faça o trajeto antes, veja, especificamente, quais são as linhas de ônibus disponíveis.”

    Enem

    Nos dois domingos de provas, 8 e 15 de novembro, a abertura dos portões está marcada para 12h, sempre no horário oficial de Brasília.

    O fechamento ocorrerá às 13h, quando ninguém mais poderá entrar no local de aplicação das provas. Estas terão início oficialmente às 13h30.

    No próximo domingo (8), mais de 5 milhões de candidatos inscritos confirmados terão cinco horas e 30 minutos para responder às questões, marcar o cartão-resposta e preencher a folha de redação.

    Os participantes farão as provas com 90 questões objetivas, sendo 45 de linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo língua portuguesa, literatura, educação física, artes e a língua estrangeira escolhida: inglês ou espanhol); e as demais 45 questões são de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia); além da prova de redação.

    No segundo domingo, serão aplicadas as provas de matemática e suas tecnologias ciências da natureza (química, física e biologia) e suas tecnologias, com duração de cinco horas.

    Fonte: Agência Brasil (Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Racismo e desigualdades afetam aprendizagem das crianças, diz estudo

    Racismo e desigualdades afetam aprendizagem das crianças, diz estudo

    O racismo impacta as oportunidades de aprendizagem das crianças desde cedo, de acordo com análise feita pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. A conclusão é baseada em resultado de avaliação internacional que mostra que, aos 5 anos de idade, foram verificadas diferenças no desempenho de crianças de acordo com a raça/cor e com o nível socioeconômico.

    Segundo o estudo, a primeira infância é a fase de maior desenvolvimento da vida e é fortemente influenciada pelo ambiente, pelas relações e pelas oportunidades que a criança vivencia.

    “No Brasil, o racismo estrutural e as desigualdades históricas afetam o acesso a serviços de qualidade e as experiências vividas desde cedo. Características como raça, cor ou nível socioeconômico não determinam a capacidade de uma criança de aprender. O que pode influenciar seu desenvolvimento são as condições de vida, acesso aos direitos, as oportunidades que cada criança das múltiplas infâncias recebe”, diz a diretora de Políticas Públicas da fundação, Vidigal, Marina Fragata Chicaro.

    Estudo internacional

    A análise foi feita com base nos resultados do Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-Estar na Primeira Infância (IELS), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento avaliou crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em três dimensões: aprendizagens fundamentais, funções executivas e habilidades socioemocionais.

    Em algumas das dimensões analisadas, foram verificadas diferenças significativas.

    Uma delas foi numeracia emergente, que avalia habilidades como contar, comparar quantidades e reconhecer padrões.

    No desempenho de acordo com a raça/cor, verificou-se diferença de 40 pontos entre crianças pretas (423 pontos) e brancas (463 pontos). Crianças pardas tiveram uma média de desempenho de 447 pontos.

    Também foi constatada diferença estatisticamente significativa entre as crianças quando se trata de memória de trabalho, ou seja, capacidade de armazenar e manipular informações. Crianças pretas obtiveram 462 pontos; crianças pardas, 463; e, crianças brancas, 471.

    Diferenças socioeconômicas

    A análise mostra ainda que as diferenças se acentuam quando considerados fatores socioeconômicos, como a renda familiar.

    A maior está em numeracia, com 84 pontos de diferença entre crianças pretas, pardas ou indígenas de famílias com nível socioeconômico baixo (416 pontos) e crianças brancas ou amarelas de famílias com nível socioeconômico alto (500 pontos).

    Em seguida, está a diferença em memória de trabalho e em literacia, que é o desenvolvimento de habilidades relacionadas à linguagem, como a capacidade de entender narrativas curtas, palavras e sons. Em ambas competências foi verificada uma diferença entre os dois grupos de 55 pontos.

    Em literacia, enquanto crianças pretas, pardas ou indígenas de famílias com nível socioeconômico baixo obtiveram 477 pontos, crianças brancas ou amarelas de famílias com nível socioeconômico alto obtiveram 532. Em memória de trabalho, essas pontuações foram, respectivamente, 441 e 496.

    “Quando as desigualdades começam na primeira infância e não são enfrentadas, elas podem se acumular ao longo da vida, ampliando diferenças nas trajetórias educacionais e nas oportunidades futuras. Isso caminha em sentido contrário à construção de uma sociedade mais justa e equitativa, de um projeto país que valorize e compreenda as diversidades como potência”, defende Marina Chicaro.

    “Investir na primeira infância combatendo as desigualdades étnico-raciais não é apenas uma questão educacional: é um dever histórico e constitucional, uma responsabilidade coletiva e também um caminho efetivo para reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades para todos”, acrescenta.

    Mudança

    Segundo a análise, identificadas as assimetrias, é possível, desde a primeira infância, adotar medidas para reverter esse quadro.

    O estudo destaca alguns marcos legais que já estão em vigor e que contribuem para a redução dessas diferenças:

    – Política Nacional Integrada da Primeira Infância: tem, entre as diretrizes, a redução das desigualdades a partir da priorização das crianças em situação de vulnerabilidade.

    – Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola: prevê ações para superar as desigualdades étnico-raciais desde a educação infantil.

    – Novo Plano Nacional de Educação: prevê monitorar o acesso e a permanência de crianças negras, indígenas e quilombolas na educação infantil e articular estratégias na pré-escola para reduzir as desigualdades de aprendizagem por raça/cor no ensino fundamental.

    A análise aponta também alguns caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas:

    – Monitoramento por raça/cor: desagregar os dados de crianças brancas, pretas e pardas e usá-los para planejar e acompanhar a implementação e os resultados das políticas públicas e o acesso aos serviços, corrigindo rotas ao longo do processo;

    – Combinar políticas universais e focalizadas: priorizar crianças em situação de pobreza multidimensional e grupos racialmente vulnerabilizados, com atenção especial a territórios vulneráveis, quilombolas e indígenas;

    – Qualificar a oferta para quem mais precisa: Investir na formação continuada de professores que atendem crianças em contextos de maior vulnerabilidade, que são as que mais se beneficiam de práticas pedagógicas de qualidade;

    – Ampliar as oportunidades de aprendizagem em numeracia: fortalecer a formação dos profissionais para ampliar oportunidades de aprendizagem por meio da brincadeira e da integração;

    Fortalecer a intersetorialidade: integrar e qualificar a educação, a saúde e a assistência social para enfrentar, desde cedo, as desigualdades que podem se acumular na vida das crianças.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Enem 2026: confira dicas para cuidar do corpo e da mente na reta final

    Enem 2026: confira dicas para cuidar do corpo e da mente na reta final

    A cinco dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026, os mais de 5 milhões de inscritos devem se preocupar não apenas com a revisão dos conteúdos para a prova, mas também com rotinas que equilibrem o corpo e a mente para enfrentar a maratona de questões.

    A gerente pedagógica da Escola da Inteligência, Rafaela Perim, em entrevista ao programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, destacou importância de fortalecer hábitos que tragam energia para o corpo. Ela compara o Enem a uma maratona com cinco horas de duração.

    “A gente costuma pensar o Enem como uma prova que usa o nosso cognitivo, mas não podemos esquecer que o cérebro faz parte do nosso corpo. Se ele está cansado, mal alimentado e sem dormir direito, o cérebro também não vai conseguir entregar seu potencial. Cuidar do corpo é tão importante quanto manter a rotina de estudos”, afirma.

    >> Radioagência Nacional: equilíbrio pode ser a chave para uma boa prova

    Sono

    Nesta fase decisiva de preparação, a rotina intensa de estudo costuma não dar espaço para atividades físicas e momentos de lazer. No entanto, os especialistas alertam que a falta de descanso e a ansiedade podem afetar o desempenho na hora da prova.

    “O candidato que dorme mal ou que descansa pouco antes de uma avaliação pode ter uma chance maior de ter um ‘branco’, exatamente pelo cansaço mental”, explica a coordenadora pedagógica Alessandra Noceti de Lima Camara.

    A professora destaca que o exame exige atenção e concentração do candidato e, para isso, o corpo precisa de descanso. Além disso, ela ressalta que é durante o sono que o cérebro fixa o que foi estudado.

    Outro fator prejudicial é o uso do celular na hora de dormir, que cria mais estímulo ao cérebro e prejudica o descanso.

    Alimentação

    A alimentação antes e durante a prova pode influenciar a disposição dos candidatos. É importante planejar a alimentação e a hidratação nos dias do exame, apontam os especialistas.

    Os estudantes devem evitar fazer a prova em jejum, pois isso pode prejudicar a concentração e o raciocínio. A indicação é fazer uma refeição antes de sair de casa, mas escolher alimentos com os quais já se está acostumado, para evitar imprevistos.

    >> Enem: confira dicas para a alimentação nos dias de prova

    Outra indicação é montar um kit de lanches para levar para a prova, pois durante a avaliação é importante ter opções que ajudem a manter a energia, como frutas, barras de cereal e chocolates.

    Esses alimentos devem ser consumidos com moderação, já que o excesso pode provocar desconforto intestinal e sonolência. Hidratar-se durante a prova é outra dica importante.

    Atividade física e lazer

    A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti também reforça a importância da atividade física, tanto para a saúde física quanto para a mental.

    “Para quem é sedentário, uma caminhada pode ajudar. Porém, o principal são os exercícios de alongamento, englobando a coluna lombar e, especialmente, pescoço, costas, braços e ombros. Isso é importante para que a parte superior do corpo também possa estar mais relaxada”, afirma.

    Apesar de muitos estudantes estarem focados nos estudos, ela aconselha que os momentos de lazer e interação social não devem ser abandonados.

    “As interações familiares e com os amigos são extremamente importantes, principalmente para a questão emocional do candidato.”

    Estudos

    Alessandra recomenda que o candidato não exagere nas horas de estudo às vésperas da prova.

    “A melhor forma de estudar nesta reta final é se dedicando àquilo com que se tem mais afinidade ou mais facilidade, no sentido de que o que não foi aprendido até o momento, muito possivelmente não será mais. Não há tempo hábil para isso”, afirma.

    *Com informações de Oussama El Ghaouri, da Rádio Nacional, e Viviane Goulart, da Rádio Unitins FM.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.