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  • Painel permite analisar mudanças climáticas no Brasil e América Latina

    Painel permite analisar mudanças climáticas no Brasil e América Latina

    O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram nessa terça-feira (3) um painel que permite explorar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuva no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.

    A ferramenta integra o AdaptaBrasil, plataforma que reúne indicadores de risco climático para os 5.570 municípios brasileiros, considerando fatores como ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. Essas informações ajudam a identificar áreas mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas e a orientar decisões sobre medidas de adaptação. Com o novo painel, a plataforma passa a oferecer também mapas com projeções de mudanças na temperatura e na precipitação sob diferentes níveis de aquecimento global.

    Durante o lançamento, o secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, disse que o governo federal tem trabalhado para tornar a adaptação à mudança do clima uma agenda prioritária, estratégica e transversal.

    “Esse processo de atualizar o Plano Clima e de fazer um plano de adaptação muito mais robusto e transversal, por meio de 16 planos setoriais e temáticos, foi um esforço para traduzir e dar concretude a essa agenda tão fundamental para o desenvolvimento do país”.

    Melo explicou que a medida envolve a forma como enfrentamos nossas vulnerabilidades socioeconômicas, que são históricas, mas foram agravadas nesse contexto em que a mudança do clima se materializa, se faz presente e desafia as várias agendas e políticas de desenvolvimento setoriais.”

    O coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas da Cruz, destacou que o governo federal está disponibilizando, por meio do AdaptaBrasil, informações relevantes no contexto da adaptação.

    “São as primeiras informações necessárias para se começar a pensar em adaptação. Não se pensa em adaptação sem, antes de mais nada, começar a vislumbrar como será o nosso futuro do ponto de vista climático”, apontou.

    Indicadores

    O painel reúne indicadores de temperatura e precipitação, incluindo os relacionados a eventos extremos, para quatro níveis de aquecimento global: 1,5°C, 2°C, 3°C e 4°C. Os mapas também permitem comparar as mudanças projetadas em diferentes condições de aquecimento e identificar como elas se distribuem geograficamente.

    De acordo com o gerente de soluções da RNP, Christian Miziara, o painel tem a possibilidade de comparar diferentes níveis de aquecimento global. “Em uma única interface, é possível visualizar indicadores de temperatura e precipitação, considerando os cenários de aquecimento. Isso ajuda a compreender como as ameaças climáticas podem se comportar à medida que a temperatura global aumenta”, disse.

    Para o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto, o novo painel permite à sociedade acessar as projeções climáticas. “As projeções climáticas são um aspecto central, dentro do cálculo de risco, para que possamos planejar. Isso tudo, obviamente, embute uma incerteza, mas a ciência vai buscando justamente trazer a informação mais clara, mais robusta e mais transparente possível para que se possa trabalhar com planejamento”.

    O pesquisador do INPE Gilvan Sampaio fez a apresentação do painel. Ele explicou que a plataforma está em sua primeira versão, tem navegação simples e que o instituto tem trabalhado para que seja possível baixar os dados sobre o clima por área e biomas. “Nós vamos incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento, radiação e que são importantes também para os grupos de pesquisa, pesquisadores e para os diversos usuários, inclusive a população, para ter uma informação confiável sobre a mudança do clima”, avaliou.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Racismo e desigualdades afetam aprendizagem das crianças, diz estudo

    Racismo e desigualdades afetam aprendizagem das crianças, diz estudo

    O racismo impacta as oportunidades de aprendizagem das crianças desde cedo, de acordo com análise feita pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. A conclusão é baseada em resultado de avaliação internacional que mostra que, aos 5 anos de idade, foram verificadas diferenças no desempenho de crianças de acordo com a raça/cor e com o nível socioeconômico.

    Segundo o estudo, a primeira infância é a fase de maior desenvolvimento da vida e é fortemente influenciada pelo ambiente, pelas relações e pelas oportunidades que a criança vivencia.

    “No Brasil, o racismo estrutural e as desigualdades históricas afetam o acesso a serviços de qualidade e as experiências vividas desde cedo. Características como raça, cor ou nível socioeconômico não determinam a capacidade de uma criança de aprender. O que pode influenciar seu desenvolvimento são as condições de vida, acesso aos direitos, as oportunidades que cada criança das múltiplas infâncias recebe”, diz a diretora de Políticas Públicas da fundação, Vidigal, Marina Fragata Chicaro.

    Estudo internacional

    A análise foi feita com base nos resultados do Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-Estar na Primeira Infância (IELS), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento avaliou crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em três dimensões: aprendizagens fundamentais, funções executivas e habilidades socioemocionais.

    Em algumas das dimensões analisadas, foram verificadas diferenças significativas.

    Uma delas foi numeracia emergente, que avalia habilidades como contar, comparar quantidades e reconhecer padrões.

    No desempenho de acordo com a raça/cor, verificou-se diferença de 40 pontos entre crianças pretas (423 pontos) e brancas (463 pontos). Crianças pardas tiveram uma média de desempenho de 447 pontos.

    Também foi constatada diferença estatisticamente significativa entre as crianças quando se trata de memória de trabalho, ou seja, capacidade de armazenar e manipular informações. Crianças pretas obtiveram 462 pontos; crianças pardas, 463; e, crianças brancas, 471.

    Diferenças socioeconômicas

    A análise mostra ainda que as diferenças se acentuam quando considerados fatores socioeconômicos, como a renda familiar.

    A maior está em numeracia, com 84 pontos de diferença entre crianças pretas, pardas ou indígenas de famílias com nível socioeconômico baixo (416 pontos) e crianças brancas ou amarelas de famílias com nível socioeconômico alto (500 pontos).

    Em seguida, está a diferença em memória de trabalho e em literacia, que é o desenvolvimento de habilidades relacionadas à linguagem, como a capacidade de entender narrativas curtas, palavras e sons. Em ambas competências foi verificada uma diferença entre os dois grupos de 55 pontos.

    Em literacia, enquanto crianças pretas, pardas ou indígenas de famílias com nível socioeconômico baixo obtiveram 477 pontos, crianças brancas ou amarelas de famílias com nível socioeconômico alto obtiveram 532. Em memória de trabalho, essas pontuações foram, respectivamente, 441 e 496.

    “Quando as desigualdades começam na primeira infância e não são enfrentadas, elas podem se acumular ao longo da vida, ampliando diferenças nas trajetórias educacionais e nas oportunidades futuras. Isso caminha em sentido contrário à construção de uma sociedade mais justa e equitativa, de um projeto país que valorize e compreenda as diversidades como potência”, defende Marina Chicaro.

    “Investir na primeira infância combatendo as desigualdades étnico-raciais não é apenas uma questão educacional: é um dever histórico e constitucional, uma responsabilidade coletiva e também um caminho efetivo para reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades para todos”, acrescenta.

    Mudança

    Segundo a análise, identificadas as assimetrias, é possível, desde a primeira infância, adotar medidas para reverter esse quadro.

    O estudo destaca alguns marcos legais que já estão em vigor e que contribuem para a redução dessas diferenças:

    – Política Nacional Integrada da Primeira Infância: tem, entre as diretrizes, a redução das desigualdades a partir da priorização das crianças em situação de vulnerabilidade.

    – Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola: prevê ações para superar as desigualdades étnico-raciais desde a educação infantil.

    – Novo Plano Nacional de Educação: prevê monitorar o acesso e a permanência de crianças negras, indígenas e quilombolas na educação infantil e articular estratégias na pré-escola para reduzir as desigualdades de aprendizagem por raça/cor no ensino fundamental.

    A análise aponta também alguns caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas:

    – Monitoramento por raça/cor: desagregar os dados de crianças brancas, pretas e pardas e usá-los para planejar e acompanhar a implementação e os resultados das políticas públicas e o acesso aos serviços, corrigindo rotas ao longo do processo;

    – Combinar políticas universais e focalizadas: priorizar crianças em situação de pobreza multidimensional e grupos racialmente vulnerabilizados, com atenção especial a territórios vulneráveis, quilombolas e indígenas;

    – Qualificar a oferta para quem mais precisa: Investir na formação continuada de professores que atendem crianças em contextos de maior vulnerabilidade, que são as que mais se beneficiam de práticas pedagógicas de qualidade;

    – Ampliar as oportunidades de aprendizagem em numeracia: fortalecer a formação dos profissionais para ampliar oportunidades de aprendizagem por meio da brincadeira e da integração;

    Fortalecer a intersetorialidade: integrar e qualificar a educação, a saúde e a assistência social para enfrentar, desde cedo, as desigualdades que podem se acumular na vida das crianças.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Exames do presidente Lula estão dentro da normalidade, diz boletim

    Exames do presidente Lula estão dentro da normalidade, diz boletim

    Boletim médico publicado às 23h desta terça-feira (3) informa que os exames do presidente Lula estão “dentro da normalidade”.

    Lula viajou para São Paulo ontem e foi internado no Hospital Sírio-Libanês para realizar exames de rotina previamente agendados.

    Segundo o boletim, o presidente está sob os cuidados do Doutor Roberto Kalil Filho e da Doutora Ana Helena Germoglio.

    Lula segue sua agenda habitual de trabalho nesta quarta-feira (4).

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Enem 2026: confira dicas para cuidar do corpo e da mente na reta final

    Enem 2026: confira dicas para cuidar do corpo e da mente na reta final

    A cinco dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026, os mais de 5 milhões de inscritos devem se preocupar não apenas com a revisão dos conteúdos para a prova, mas também com rotinas que equilibrem o corpo e a mente para enfrentar a maratona de questões.

    A gerente pedagógica da Escola da Inteligência, Rafaela Perim, em entrevista ao programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, destacou importância de fortalecer hábitos que tragam energia para o corpo. Ela compara o Enem a uma maratona com cinco horas de duração.

    “A gente costuma pensar o Enem como uma prova que usa o nosso cognitivo, mas não podemos esquecer que o cérebro faz parte do nosso corpo. Se ele está cansado, mal alimentado e sem dormir direito, o cérebro também não vai conseguir entregar seu potencial. Cuidar do corpo é tão importante quanto manter a rotina de estudos”, afirma.

    >> Radioagência Nacional: equilíbrio pode ser a chave para uma boa prova

    Sono

    Nesta fase decisiva de preparação, a rotina intensa de estudo costuma não dar espaço para atividades físicas e momentos de lazer. No entanto, os especialistas alertam que a falta de descanso e a ansiedade podem afetar o desempenho na hora da prova.

    “O candidato que dorme mal ou que descansa pouco antes de uma avaliação pode ter uma chance maior de ter um ‘branco’, exatamente pelo cansaço mental”, explica a coordenadora pedagógica Alessandra Noceti de Lima Camara.

    A professora destaca que o exame exige atenção e concentração do candidato e, para isso, o corpo precisa de descanso. Além disso, ela ressalta que é durante o sono que o cérebro fixa o que foi estudado.

    Outro fator prejudicial é o uso do celular na hora de dormir, que cria mais estímulo ao cérebro e prejudica o descanso.

    Alimentação

    A alimentação antes e durante a prova pode influenciar a disposição dos candidatos. É importante planejar a alimentação e a hidratação nos dias do exame, apontam os especialistas.

    Os estudantes devem evitar fazer a prova em jejum, pois isso pode prejudicar a concentração e o raciocínio. A indicação é fazer uma refeição antes de sair de casa, mas escolher alimentos com os quais já se está acostumado, para evitar imprevistos.

    >> Enem: confira dicas para a alimentação nos dias de prova

    Outra indicação é montar um kit de lanches para levar para a prova, pois durante a avaliação é importante ter opções que ajudem a manter a energia, como frutas, barras de cereal e chocolates.

    Esses alimentos devem ser consumidos com moderação, já que o excesso pode provocar desconforto intestinal e sonolência. Hidratar-se durante a prova é outra dica importante.

    Atividade física e lazer

    A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti também reforça a importância da atividade física, tanto para a saúde física quanto para a mental.

    “Para quem é sedentário, uma caminhada pode ajudar. Porém, o principal são os exercícios de alongamento, englobando a coluna lombar e, especialmente, pescoço, costas, braços e ombros. Isso é importante para que a parte superior do corpo também possa estar mais relaxada”, afirma.

    Apesar de muitos estudantes estarem focados nos estudos, ela aconselha que os momentos de lazer e interação social não devem ser abandonados.

    “As interações familiares e com os amigos são extremamente importantes, principalmente para a questão emocional do candidato.”

    Estudos

    Alessandra recomenda que o candidato não exagere nas horas de estudo às vésperas da prova.

    “A melhor forma de estudar nesta reta final é se dedicando àquilo com que se tem mais afinidade ou mais facilidade, no sentido de que o que não foi aprendido até o momento, muito possivelmente não será mais. Não há tempo hábil para isso”, afirma.

    *Com informações de Oussama El Ghaouri, da Rádio Nacional, e Viviane Goulart, da Rádio Unitins FM.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump

    Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump

    Os democratas assumiram o controle tanto do Senado quanto da Câmara nessa terça-feira (3), obtendo vitórias esmagadoras em redutos republicanos pela primeira vez em gerações. Dezenas de milhões de eleitores enviaram, com isso, uma crítica contundente ao presidente Donald Trump.

    Os eleitores dos redutos conservadores, que haviam levado o presidente ao seu segundo mandato há apenas dois anos, mudaram drasticamente de lado em favor dos democratas, impulsionados pela frustração com a impopular guerra contra o Irã, pelo alto custo de vida e pela raiva contra a forma como Trump tem governado o país.

    O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século. Na Carolina do Sul, estado onde Trump venceu por quase 18 pontos em 2024, os democratas derrotaram o candidato ao Senado escolhido a dedo por ele.

    No Texas, o maior Estado republicano, os democratas encerraram uma sequência de derrotas que durava décadas de forma arrasadora, conquistando uma cadeira no Senado e destituindo o governador Greg Abbott, que cumpria o terceiro mandato.

    Os resultados darão início a uma nova era de governo dividido em Washington, após dois anos em que o Congresso, controlado pelos republicanos, raramente exerceu seu poder para conter Trump.

    Assim que assumirem os cargos em janeiro, espera-se que os democratas usem seu poder para investigar o governo Trump, sua família e seus aliados, além de exigir concessões em relação a importantes projetos de lei. O Senado democrata poderá bloquear os indicados por Trump, incluindo quaisquer juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA), caso surja uma vaga.

    “Há agora uma reformulação geracional do mapa do Senado que vai mudar os Estados Unidos”, disse Chuck Schumer, líder da minoria do partido no Senado. “Os norte-americanos votaram pela mudança, e agora os democratas devem cumprir o prometido.”

    Trump, que está impedido pela Constituição norte-americana de concorrer a um terceiro mandato, exerceu controle férreo sobre seu partido durante a maior parte da última década. Mas o novo equilíbrio de poder em Washington pode acelerar sua condição de presidente em fim de mandato, à medida que a atenção se volta para a corrida presidencial de 2028 e os potenciais sucessores começam a disputar influência política em um mundo pós-Trump.

    Apesar das preocupações dos democratas de que Trump pudesse tentar anular os resultados eleitorais, como fez em 2020, o presidente aceitou o resultado, parabenizando os democratas em entrevista à Fox News. Ele também disse que trabalharia com os democratas em questões como a imigração, embora tenha ameaçado vetar qualquer projeto de lei “insano” que eles aprovassem.

    *É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil (Joseph Ax, Brad Heath e Jason Lange – Repórteres da Reuters*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Refinaria de Manguinhos será avaliada para aproveitamento da estrutura

    Refinaria de Manguinhos será avaliada para aproveitamento da estrutura

    O complexo industrial da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, passará por avaliação com o objetivo de reutilização da estrutura. A Justiça do Rio determinou a medida para que sejam definidos valores e a alternativas de aproveitamento econômico das instalações.

    A decisão é da 5ª Vara Empresarial da Capital, que autorizou a contratação de peritos especializados para elaborar o inventário e avaliar os equipamentos e a edificação da antiga refinaria, cuja falência foi decretada em 31 de agosto deste ano.

    O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira considerou a avaliação indispensável para o prosseguimento do processo.

    “O complexo industrial tem características específicas e não pode ser aproveitado para outra finalidade que não seja a produção de combustíveis e atividades relacionadas.”

    O magistrado destacou ainda a importância do aproveitamento do local. “A retomada de alguma atividade industrial poderá gerar empregos diretos e indiretos e permitir que o Estado e os demais credores recuperem parte dos valores devidos.”

    Os peritos nomeados deverão iniciar os trabalhos em dez dias e apresentar avaliação preliminar nos próximos 30 dias.

    Pelo menos três instituições envolvidas têm funções específicas:

    • O estado do Rio e o Instituto Combustível Legal (ICL) – acompanham as diligências por meio de especialistas próprios;
    • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – indica profissional para acompanhar os trabalhos e avaliar os produtos armazenados nos tanques da refinaria.

    A decisão também permite aprofundar os estudos sobre uma proposta do Instituto Combustível Legal para utilização temporária do complexo como terminal de armazenamento de combustíveis apreendidos ou retidos por autoridades públicas.

    O magistrado Arthur Magalhães explicou, na decisão, que a autorização para os estudos não significa permissão para ocupar ou operar as instalações da refinaria.

    Fonte: Agência Brasil (Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Entenda a diferença entre o voto proporcional e o voto distrital misto

    Entenda a diferença entre o voto proporcional e o voto distrital misto

    Três dias após o segundo turno das eleições, lideranças de partidos do chamado Centrão na Câmara dos Deputados apresentaram uma proposta para a adoção do voto distrital misto na escolha de membros das casas legislativas, com exceção do Senado.

    A mudança faria com que a eleição de deputados e vereadores no Brasil deixasse de ser feita pelo sistema proporcional de votação.

    Atualmente, os brasileiros elegem os deputados da Câmara federal, das Assembleias Legislativas estaduais e distrital e os vereadores das Câmaras Municipais por meio do sistema proporcional.

    A exceção no Poder Legislativo é o Senado, que adota o sistema majoritário de votação, semelhante ao usado para escolher prefeitos, governadores e presidente.

    Proposta de Emenda à Constituição

    Liderados pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), partidos como PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB querem aprovar a alteração em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda neste ano.

    O novo sistema contaria com uma regra de transição para as eleições de 2030 e seria plenamente implementado na eleição de 2034.

    Hugo Motta afirmou que buscaria a federação do PT, PCdoB e Rede, além do PL e do Novo, para discutir o tema.


    Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante reunião de líderes da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

    Sistema proporcional

    No sistema usado hoje, o eleitor pode votar no partido ou no candidato nas eleições para deputado estadual, distrital, federal e vereador.

    São eleitos os mais votados por legenda ou federação, quando os partidos se reúnem dessa forma, de acordo com o chamado quociente eleitoral.

    Esse quociente é definido após o fechamento das urnas, com a divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas disputadas.

    Ou seja, se determinada Assembleia Legislativa tem 100 vagas e foram computados 1 milhão de votos válidos, o quociente eleitoral será de 10 mil votos naquela eleição.

    Em seguida, verifica-se quantos votos cada partido ou federação conquistou. Se determinado partido X teve 50 mil votos, ele terá direito a cinco cadeiras, porque somou votos equivalentes a cinco quocientes eleitorais.

    Portanto, os cinco candidatos mais bem votados dentro da legenda X são eleitos, ainda que o quinto mais votado tenha, individualmente, menos votos que outros candidatos.

    Entenda na prática

    Por exemplo, o candidato fictício João teve 5 mil votos pelo partido X, que ficou com cinco cadeiras. João foi eleito porque foi o quinto mais votado na legenda.

    Por outro lado, o candidato fictício José teve 6 mil votos no partido Y, que conquistou apenas duas cadeiras, uma vez que a legenda recebeu 20 mil votos no total, ou seja, somou dois quocientes eleitorais de 10 mil cada.

    Como José foi o terceiro mais votado do partido Y, ele fica de fora da Assembleia, ainda que tenha tido mais votos que o candidato João do partido X.

    O sistema proporcional foi concebido para privilegiar os programas partidários, e não apenas as candidaturas individuais. Ou seja, quando um eleitor escolhe um candidato que não teve votos suficientes para se eleger, seu voto será usado para atingir o quociente eleitoral do partido.

    Assim, o voto não é “desperdiçado” e serve para ajudar a eleger outro candidato da mesma sigla ou federação que, em tese, defende propostas semelhantes.


    Tumulto no plenário da Câmara entre deputados da direita e da esquerda. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    ‘Puxadores de voto’

    Outra regra importante do sistema eleitoral atual é que só podem ser eleitos os candidatos com, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Essa regra foi criada em 2015, para evitar que candidatos com poucos votos fossem eleitos pegando carona nos “puxadores” de votos.

    A principal crítica ao sistema proporcional é que ele permite que pessoas com menos votos sejam eleitas no lugar de candidatos com mais votos, mas que estão em partidos ou federações com votação menos expressiva.

    Outra crítica é que poucos candidatos muito bem votados conseguem “puxar” outros menos expressivos, ainda que esse efeito tenha sido minimizado com a adoção da regra que exige, no mínimo, 10% do quociente eleitoral para um candidato assumir uma vaga no Parlamento.

    Sistema distrital misto

    No sistema distrital misto proposto pelos partidos do Centrão da Câmara, as vagas de determinada Câmara ou Assembleia Legislativa serão divididas em dois modelos distintos, por isso o termo “misto”.

    No caso hipotético de uma Assembleia com 100 cadeiras, 50 deputados seriam escolhidos pelo modelo distrital, e os outros 50, pelo modelo de lista partidária fechada.

    Cada eleitor teria direito a dois votos, um depositado no modelo distrital e outro no modelo de lista partidária.

    Voto distrital

    No distrital, a unidade da federação seria dividida em distritos, e, em cada um deles, seria eleito apenas o mais votado. No exemplo hipotético em que há 50 vagas distritais, haveria 50 distritos, e quem obtivesse a maioria dos votos em cada território seria eleito.

    Nesse caso, os votos dos demais eleitores, concedidos aos candidatos derrotados, não poderiam ser aproveitados pela legenda ou federação para calcular o quociente eleitoral.

    Uma das principais críticas ao sistema distrital é que ele prejudica votos de minorias. Por exemplo, se o eleitor vive em um distrito majoritariamente conservador, o voto dessa pessoa não poderia ser usado para ajudar a eleger um candidato progressista e vice e versa.

    Outra crítica ao distrital é em relação aos limites dos distritos. Não está claro ainda como serão desenhados esses distritos, ou quais serão seus limites territoriais de cada área usada para eleger um parlamentar.

    Nos Estados Unidos (EUA), é comum o partido no poder em determinado estado mudar os limites dos distritos para favorecer seus candidatos, prática conhecida como gerrymandering ou “manipulação eleitoral”.

    Uma das vantagens apontadas para esse modelo é que as campanhas seriam mais baratas, já que os candidatos atuariam apenas no distrito e não no estado inteiro. Além disso, os defensores afirmam que o modelo aproxima mais o político das populações que o elegeram.


    Prédio do Congresso Nacional . Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    Lista partidária

    Além do voto distrital, o modelo proposto inclui o voto partidário em lista fechada, em que o eleitor vota em determinado partido ou federação e não em um candidato.

    Nesse caso, os partidos elaboram a lista de candidatos de acordo com prioridades definidas internamente.

    Por exemplo, o partido X elabora sua lista com 10 candidatos e recebe votos suficientes para eleger cinco candidatos. Serão eleitos, então, os cinco primeiros da lista, e não os mais votados individualmente, como é atualmente pelo sistema proporcional em lista aberta.

    O modelo de lista fechada é defendido por fortalecer o partido e, em tese, o programa partidário, em detrimento dos indivíduos.

    A principal crítica é que o modelo fortalece as lideranças que controlam a máquina do partido e poderão definir os primeiros colocados da lista que vai a votação.

    Regras podem mudar

    Foram considerados para essa reportagem o Projeto de Lei (PL) nº 86 de 2017, do então senador José Serra (PSDB-SP), e o PL 345 de 2017, do senador Eunício Oliveira (MDB-CE).

    Aprovados no Senado em 2017, ambos podem servir de base para a proposta costurada pelo Centrão na Câmara dos Deputados neste final de 2026.

    Apesar disso, pode haver mudanças, uma vez que o parecer do projeto ainda não foi divulgado.

    Fonte: Agência Brasil (Lucas Pordeus León – repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira

    Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quarta-feira (4) e quinta-feira (5) tempo quente e abafado em grande parte do Brasil. A combinação de calor e umidade favorece a formação de nuvens carregadas, que provocam pancadas de chuva com trovoadas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no setor oeste da região Norte.

    Para esta quarta-feira (4), áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão persistem sobre a região Sul, onde há alerta vermelho de grande perigo para tempestades entre o noroeste e norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. Essas tempestades também podem avançar sobre o sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste.

    Há possibilidade de chuvas isoladas na região do Matopiba, que abrange áreas do Maranhão, Piauí, Tocantins e oeste da Bahia.

    Na quinta-feira (5), as instabilidades perdem força sobre parte da região Sul, mas ainda há previsão de chuva com trovoadas no Paraná. As pancadas de chuva também avançam sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e ganham força no oeste da região Norte.

    Já no Nordeste, o tempo permanece firme e ensolarado nas praias da região, favorecendo dias de sol e temperaturas em elevação.

    Norte

    Em Roraima, no Amazonas, no Acre, em Rondônia, no centro e sul do Pará e no Tocantins, o céu fica parcialmente nublado e ocorrem pancadas de chuva ao longo do dia. Para o Amazonas, o norte de Rondônia, o oeste e sul de Roraima e do Pará e para o Tocantins, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    No dia seguinte, há previsão de trovoadas ao oeste da Região Norte, mas, na maior parte da região será um dia de sol e calor. No Acre, em Rondônia e no sul, centro, oeste e noroeste do Amazonas, o céu fica com muitas nuvens e ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

    Nordeste

    Nesta quarta e quinta, o Nordeste terá sol forte e calor, sem previsão de chuva nas praias da região. Pode chover em algumas localidades do centro e sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 22°C em Maceió (AL) e Aracaju (SE). O dia será quente em Maceió (AL), Recife (PE) e São Luís (MA), com máxima de 32°C. Em Fortaleza (CE), a máxima chega a 33°C. Teresina (PI) será a capital mais quente, com máxima de 39°C.

    Centro-Oeste

    Nesta quarta-feira, o tempo fica mais fechado em Mato Grosso do Sul, onde chove com trovoadas. Há aviso laranja de perigo para tempestades no sul de Mato Grosso do Sul, principalmente em áreas próximas à divisa com o Paraná.

    No dia seguinte (5), o tempo quente e abafado continua no Centro-Oeste a combinação de temperaturas elevadas e umidade provocam o aparecimento de nuvens, que podem provocar pancadas de chuva em grande parte da região.

    Sudeste

    Nesta quarta-feira (4), o Sudeste amanhece com calor, umidade e tempo abafado, com previsão de chuva no decorrer do dia em toda a região. A chuva vem acompanhada de trovoadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

    Na região de divisa entre São Paulo e Paraná, as instabilidades devem ser mais intensas e há aviso laranja de perigo para tempestades. Nas demais áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    Já na quinta-feira, o calor e a umidade podem ocasionar novas pancadas de chuva com trovoadas isoladas em São Paulo e Rio de Janeiro. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades na faixa sul do estado de São Paulo, nas proximidades da divisa com o Paraná.

    Sul

    As fortes tempestades que atingiram a Região Sul no final de semana continuam nesta quarta-feira. Em toda a região, há previsão de chuva com trovoadas e há aviso vermelho de grande perigo para tempestades entre o sul do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul.

    Estão na área do aviso vermelho municípios como Francisco Beltrão (PR), Pato Branco (PR), União da Vitória (PR), Guaratuba (PR), Passo Fundo (RS), Erechim (RS), Caxias do Sul (RS), Santo Ângelo (RS) e Ijuí (RS), além de todo o estado de Santa Catarina. Nas demais partes da região, há aviso laranja de perigo para tempestades.

    Mesmo com o tempo instável, a temperatura sobe, principalmente no Paraná.

    Para o dia seguinte (5) as áreas de instabilidade ainda podem provocar chuva com trovoadas isoladas no Paraná, para onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    Há possibilidade de chuva isolada no centro e norte de Santa Catarina, incluindo a capital Florianópolis, onde também está vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestade.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 46 milhões nesta quarta-feira

    Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 46 milhões nesta quarta-feira

    A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (4) prêmio estimado em R$ 46 milhões. As seis dezenas do concurso 3.081 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números 13 – 17 – 28 – 29 – 39 – 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

    Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano. Mesmo com a alta recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na sexta redução seguida de juros.

    Atualmente em 13,75% ao ano, a Taxa Selic, os juros básicos da economia, deve ser reduzida para 13,5% ao ano, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras.

    A taxa ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano. Diferentemente das pesquisas anteriores, que apostavam em mais um corte na reunião de dezembro, os analistas de mercado agora apostam na manutenção da Selic em 13,5% no próximo mês.

    A decisão será anunciada no início da noite desta quarta-feira.

    O Copom estará desfalcado porque os mandatos dos ex-diretores de Organização do Sistema Financeiro Renato Gomes e de Política Econômica Diego Guillen expiraram no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

    Na ata da reunião de setembro, o Copom reafirmou a cautela com a condução da política monetária em meio à pressão por demanda sobre a inflação.

    O documento, no entanto, foi divulgado antes dos efeitos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mercado financeiro.

    Além da instabilidade no câmbio, a inflação sofre com a pressão do petróleo e do aumento dos gastos públicos sobre os preços. Outro fator é o El Niño, que deve pressionar o preço dos alimentos nos próximos meses.

    Inflação

    Apesar de um repique em setembro, a inflação recuou em outubro. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu pela metade e ficou em 0,32% no mês passado.

    No acumulado de 12 meses, a prévia, no entanto, subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12.

    Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para este ano subiu de 5,19% para 5,22%, por causa do conflito no Oriente Médio e da alta recente do dólar. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

    Taxa Selic

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

    O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

    O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

    Meta contínua

    Pelo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro deste ano, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro deste ano, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro do mesmo ano. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve em 5,2% a previsão para o IPCA este ano, mas a estimativa pode ser revista caso a alta do dólar persista.

    A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.

    Fonte: Agência Brasil (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.